domingo, 5 de maio de 2013

Classificação das rochas sedimentares

A classificação das rochas baseia-se em critérios variados e leva-nos assim a identificar três grupos: rochas detríticas, rochas quimiogénicas e rochas biogénicas.


Rochas detríticas

São constituídas por sedimentos resultantes do processo de meteorização e erosão de rochas preexistentes.



Rochas conglomeráticas

São constituídas por detritos com dimensões superiores a 2 mm. Os detritos de dimensões maiores são fragmentos de rochas constituídas por vários minerais e os de dimensões mais pequenas são constituídos por um único mineral. 
São exemplo deste tipo de rochas:

   - a brecha (constituída por materiais angulosos não submetidos a um longo transporte e que cimentaram)



   - o conglomerado (rocha formada pela cimentação de calhaus rolados)




Rochas areníticas 

As areias são rochas desagregadas que podemos observar em diferentes ambientes: rios, praias, dunas litorais e desertos. as areias podem dar indicações sobre os materiais que as constituem e as condições em que  se formaram. Existem diferentes tipos de areia:



Rochas sílticas e rochas argilosas

As rochas sílticas são constituídas por partículas com dimensões entre 1/16 e 1/256 mm. 
As rochas argilosas são constituídas por materiais com dimensões inferiores a 1/256 mm e na sua constituição predominam minerais argilosos que resultam da meteorização química de vários materiais.


Rochas quimiogénicas 

São constituídas essencialmente por materiais resultantes da precipitação de substâncias em solução. Essa precipitação ocorre devido a processos físico-químicos como a evaporação da água onde as substâncias que estão dissolvidas levam à formação de cristais ( evaporitos ).

    - Rochas salinas-evaporitos:

Resultam da precipitação de sais dissolvidos, devido à evaporação da água. A formação de sequências de evaporitos é feita à medida que ocorre a evaporação da água assim, os sais menos solúveis precipitam primeiro seguindo-se progressivamente os mais solúveis. Como por exemplo:

    - Gesso
    - Sal-gema




Rochas biogénicas 

São constituídas por detritos orgânicos ou por materiais resultantes de uma ação bioquímica.

    - Carvões e petróleo

O carvão e o petróleo são rochas sedimentares. Embora o petróleo seja liquido, encontra-se exclusivamente no interior de rochas sedimentares e por isso, é estudado com elas.
O carvão, o petróleo e o gás natural originam-se a partir da acumulação progressiva de animais, vegetais e de microorganismos que se foram lentamente transformando, durante milhões de anos, sob a acção de fenómenos de natureza mecânica, química e bacteriológica.

A antracite é o carvão que tem maior percentagem de carbono, daí que a sua combustão não forme fumes e liberte maior quantidade de calor do que os outros carvões.
Com o aumento da pressão e da temperatura, associado à presença de substâncias tóxicas, resultantes do metabolismo das bactérias, provoca a morte das mesmas e nestas novas condições há perda de água e de substâncias voláteis e um enriquecimento relativo em carbono, a este processo dá-se o nome de incarbonização.


Dado que o carvão é estacionário, por ser sólido, o petróleo e o gás são móveis, por serem fluidos, isto originou a que estes fossem expulsos da rocha mãe, devido ao aumento da compacidade dos sedimentos e, sendo mais leves que a água salgada que geralmente os acompanha, ficaram sujeitos (o petróleo e o gás), a um sistema de forças que os encaminharam para a superfície, através dos poros e das fendas das rochas, até serem detidos por qualquer camada impermeável, a isto chama-se armadilha petrolífera.
Assim bloqueados, o gás e o petróleo, impregnaram as rochas subjacentes, ocupando todos os espaços vazios que, normalmente seriam ocupados pela água.






Bibliografia:

Silva, Amparo Dias da; Santos, Maria Ermelinda; Gramaxo, Fernanda; Mesquita, Almira Fernandes; Baldaia, Ludovina; Félix, José Mário (2012). Terra, Universo de Vida (1º edição). Porto Editora


Margarida Teixeira

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Processos e materiais geológicos importantes em ambientes terrestres

Minerais e sua identificação

O que são minerais?

Os minerais são corpos sólidos com estrutura cristalina, naturais (não há intervenção humana),inorgânicos (excluem compostos de carbono,C, e hidrogénio,H) e com composição definida ou variável dentro de certos limites.
 

Propriedades utilizadas na identificação de minerais

As propriedades que permitem a identificação dos minerais agrupam-se em dois tipos: as físicas e as químicas.

Propriedades físicas dos minerais:
As propriedades físicas mais utilizadas na identificação dos minerais são as propriedades óticas - a cor, a risca e o brilho -, as propriedades mecânicas - a clivagem, a fratura e a dureza - e a densidade.


A cor é a característica mais evidente na observação dos minerais. A observação da cor dos minerais deve ser realizada à luz natural difusa e em superfícies de fratura recente. Relativamente a este item, os minerais podem ser:
 - Idiocromáticos, quando apresentam uma cor característica e própria em toda a sua superfície (ex.: magnetite, malaquite, galenite e pirite).
 - Alocromáticos, quando não apresentam uma cor constante (ex.. quartzo).

A risca ou traço corresponde à cor do mineral quando é reduzido a pó fino. Esta é uma característica importante na identificação dos minerais porque a risca mantém-se constante, mesmo que a cor do mineral varie. É facilmente determinada friccionando o mineral sobre uma placa de porcelana fosca.
Nos minerais idiocromáticos e nos metais nativos a cor da risca é igual à do mineral. Nos minerais alocromáticos de brilho vulgar a risca é branca ou quase branca. Nos minerais alocromáticos de brilho metálico, e que não sejam metais nativos, a risca é escura ou mesmo preta.

 
 

O brilho ou lustre é o modo como o mineral reflete a luz difusa, quando esta incide sobre uma superfície de fratura recente. Podem considerar-se três tipos de brilho:
 - o brilho metálico, em que a luz é refletida de modo semelhante ao dos metais polidos (ex.: galenite);
 - o brilho submetálico, semelhante ao brilho metálico, mas sensivelmente mais fraco (ex.. volframite);
 - o brilho não metálico ou vulgar.
 


A clivagem é a propriedade que o mineral tem de, quando sujeito a uma pancada, se dividir em lâminas ou poliedros limitados por superfícies planas bem definidas - superfícies de clivagem -, onde as ligações químicas dos cristais que formam o mineral são mais fracas. A clivagem pode ser perfeita, imperfeita ou inexistente.
 


A fratura corresponde à capacidade de o mineral quebrar em várias direções não coincidentes com os planos de clivagem, originando fragmentos com superfícies mais ou menos irregulares. Dadas as suas características, esta propriedade dos minerais revela que todas as ligações químicas são igualmente fortes. A fratura pode ser classificada em concoidal, escamosa, laminar, irregular, fibrosa ou terrosa.


A dureza consiste na resistência que o mineral oferece ao ser riscado por outro mineral ou por determinados objetos. A dureza de um mineral é avaliada em termos comparativos. Determina-se que um mineral é mais duro que outro quando, depois de pressionado, deixa um sulco no outro mineral.
A determinação da dureza de um mineral é feita recorrendo a escalas de dureza como a escala de Mohs.
 


A densidade de um mineral depende de vários fatores, como a sua composição química,  a pressão e a temperatura a que se formou. Para determinar a densidade de um mineral pode recorrer-se à balança de Jolly, que fornece a relação existente entre o peso de um determinado volume do mineral no ar e o peso de igual volume de água.
 



Propriedades químicas dos minerais:
Para a identificação dos minerais pode recorrer-se a alguns testes químicos, como, por exemplo, o teste do sabor salgado para identificar a halite, ou o teste da efervescência para identificar a calcite.
 

Formação de rochas sedimentares

 

 
A maior parte das rochas que recobre a crusta terrestre é de índole sedimentar. O processo de formação destas rochas é particular, conferindo às mesmas características que lhes atribuem uma importância acrescida na datação de formações geológicas e na reconstrução de paleoambientes.
A génese das rochas sedimentares implica duas etapas fundamentais:
- Sedimentogénese: elaboração dos materiais que as vão constituir até à sua deposição;
- Diagénese: evolução posterior dos sedimentos, conduzindo à formação de rochas consolidadas.
Sedimentogénese
A sedimentogénese engloba três etapas: a meteorização e erosão; o transporte; e a sedimentação (deposição).
Meterorização
À superfície da crosta terrestre afloram rochas que ficam expostas à acção de variados agentes, tais como a água, o vento, o ar, as mudanças de temperatura e os próprios seres vivos. Estes agentes, actuando sobre as rochas, provocam a sua alteração física e química, fenómeno que é designado por meteorização.
As rochas de um modo geral, expostas aos agentes da geodinâmica externa, experimentam, simultaneamente, dois tipos de transformações. Uma alteração química, designada por meteorização química, em que certos minerais dão lugar a outros mais estáveis em diferentes condições ambientais, e uma desagregação mecânica – meteorização física, que pode não estar necessariamente relacionada com a alteração mineralógica.
Meteorização Física
Provoca nas rochas uma desagregação em fragmentos de dimensões cada vez menores, mas que retêm as características do material original. Esta fragmentação aumenta a superfície exposta aos agentes de meteorização.
Agentes externos que podem actuar sobre as rochas e acelerar a sua fragmentação são, por exemplo:
- Efeito do Gelo (crioclastia): a água depositada nas fendas da rocha congela a baixas temperatura; o aumento de volume do gelo leva ao alargamento das fissuras;
- Acção mecânica da água e do vento: as águas de escorrência deslocam os sedimentos mais finos, formando colunas que ficam protegidas por detritos maiores. Essas colunas chamam-se chaminés-de-fada. Também a água e o vento transportam detritos que chocam com as rochas, acelerando o desgaste;
- Acção dos seres vivos: são exemplo as plantas, que alargam as fissuras das rochas com as suas raízes;
- Alívio de pressão (esfoliação): as rochas plutónicas são formadas em profundidade sob pressão. O alívio de material rochoso suprajancente leva à expansão da rocha, que fractura em camadas concêntricas.
- Termoclastia: as variações de temperatura conduzem a modificações no volume da rocha, fragilizando a sua estrutura;
- Haloclastia: os sais dissolvidos na água, que ocupa as fendas das rochas, vão precipitar. Os cristais formados aumentam as fissuras.
Meteorização Química
A maioria dos minerais gerados em profundidade torna-se instável nas condições superficiais. Esses minerais experimentam uma decomposição química traduzida pela alteração da estrutura interna, podendo verificar-se remoção ou introdução de elementos. Ocorrem processos complexos pelos quais se originam outros minerais mais estáveis:
- Hidrólise: leva à formação de novos minerais com desintegração do mineral original( ex.: feldspato dá lugar a minerais de argila);
- Dissolução: os minerais reagem com a água ou com um ácido e os seus iões dissolvem-se em solução (ex.: dissolução da halite).;
- Hidratação: combinação química dos minerais com a molécula de água, o que promove o aumento de volume do material (ex.: a limonite forma-se pela hidratação da hematite);
- Oxidação: ocorrem reacções de oxirredução nos minerais (ex.: aparecimento de ferrugem);
- Carbonatação: as águas acidificadas (resultantes, por exemplo, da interacção da água com o dióxido de carbono atmosférico) podem reagir com minerais, formando produtos solúveis. No caso em que o ácido carbónico reage com o carbonato de cálcio, são removidos, em solução, iões cálcio e iões hidrogenocarbonato.
Erosão
Após a meteorização, as partículas degradas vão ser removidas dos locais onde foram originadas pelos agentes erosivos, para depois sofrerem transporte.
Transporte
Corresponde à deslocação dos detritos, por diversos agentes de transporte, até ao local onde serão depositados. Consoante o agente (água, vento) que os transporta, os sedimentos deslocam-se por diferentes processos (suspensão, saltação, deslizamento, rolamento) e apresentam aspectos diferentes, quanto ao calibre, brilho, rolamento.
Se os sedimentos apresentarem todos aproximadamente o mesmo tamanho classificam-se como sedimentos bem calibrados. Caso contrário, classificam-se como sedimentos mal calibrados.
Quanto ao grau de arredondamento, se os sedimentos forem muito arredondados significa que foram transportados com grande energia. Caso contrário, se os sedimentos forem angulosos, significa que foram transportados por um agente transportador de pouca energia.
Se os sedimentos apresentarem um certo brilho, quer dizer que o agente transportador foi a água. Se se apresentarem baços, o agente transportador foi o vento.
Sedimentação
Verifica-se quando o agente transportador perde energia e os sedimentos se depositam. Pode ocorrer em ambientes terrestres, mas é mais importante e frequente em ambientes aquáticos. A sedimentação dá-se, em regra, segundo camadas sobrepostas, horizontais e paralelas. Às camadas originadas dá-se o nome de estratos, que quando se formam, comprimem as camadas inferiores. Às superfícies de separação de estratos dá-se o nome de juntas de estratificação. Cada estrato fica entre dois outros, sendo o de cima denominado por tecto e o de baixo, muro.
Existem também casos de estratificação entrecruzada, que revela uma variação na intensidade da força ou da direcção do agente transportador.
Diagénese
A diagénese é um conjunto de processos físico-químicos que ocorrem após a sedimentação e pelos quais os sedimentos se transformam em rochas sedimentares coesas.
- Compacção e desidratação: novas camadas vão-se sobrepondo a outras, durante a sedimentação, o que vai aumentar a pressão a que as camadas inferiores ficam sujeitas. Devido ao peso dos sedimentos que se sobrepõem, a água incluída nos interstícios dos materiais é expulsa, e as partículas ficam mais próximas, diminuindo o volume da rocha, que se torna mais compacta e mais densa.
 
 
Trabalho elaborado por: Cleide Moreira
 

 

 

sábado, 9 de março de 2013

Reinos de Vida


Reinos de Vida


Desde Aristóteles até meados do século XIX os biólogos dividiram os seres vivos em dois reinos: o Plantae e o Animalia.

     Assim, o reino Plantae abrange todos os seres vivos fotossintéticos, sem locomoção e sem ingestão, como fungos e bactérias. E o reino Animalia abrange todos os seres vivos não fotossintéticos que apresentam locomoção e obtêm os alimentos por ingestão, como é o caso de seres unicelulares e seres multicelulares.

Mas surgiram alguns problemas, como por exemplo, onde incluir um organismo como a euglena que é um ser fotossintético e movimenta-se e ainda o bolor do pão que não apresenta locomoção nem realiza a fotossíntese.

     Surgiu então um terceiro reino, o reino protista, que foi proposto por Hernest Haeckel. Neste reino incluíram-se os seres que nem eram incluídos no reino dos animais nem no das plantas.

     Com a descoberta do microscópio, foi possível visualizar as bactérias criando assim o reino Monera onde se incluíam todas as bactérias e seres unicelulares. Este reino foi introduzido por Herbert Copeland.

     Por fim, Whittaker propôs um sistema de classificação em cincos reinos, no qual os fungos passam a constituir um reino independente. Assim, passaram a existir o reino Monera, o Protista, o Fungi, o Plantae e o Animalia. Este sistema de classificação dos seres vivos é coerente com o registo fóssil e com os dados moleculares mais recentes.

     Whittaker baseou-se em três critérios:

Ä  Níveis de organização celular: estrutura celular procariótica e estrutura celular eucariótica.

Ä  Tipos de Nutrição: seres autotróficos, quimioautotróficos e heteroautotróficos. Obtenção do alimento por ingestão e absorção ou por fotossíntese.

Ä  Interações nos ecossistemas: podem ser produtores, macroconsumidores e microconsumidores.

Classificação de Whittaker
Os sistemas de classificação mais recentes agrupam os seres vivos em seis reinos e três domínios. Carl Woese, baseou-se nos critérios moleculares, essencialmente sequências nucleotídicas de RNA ribossómico e propôs que há fundamentalmente dois grupos distintos nos procariontes: as Arquebactérias e as Eubacterias.

     Os domínios são Bacteria, Archaea e Eukarya. Ao domínio Bacteria corresponde o reino Eubactéria, ao domínio Archaea corresponde o reino Archaebacteria e ao domínio Eukarya correspondem os reinos Protista, Fungi, Plantae e Animalia

*      Podes consultar ainda alguns destes artigos científicos, apresentamos-te aqui os links:

 




 

Bibliografia:

Silva, Amparo Dias da; Santos, Maria Ermelinda; Gramaxo, Fernanda; Mesquita, Almira Fernandes; Baldaia, Ludovina; Félix, José Mário (2012). Terra, Universo de Vida (1º edição). Porto Editora


Micaela Ferreira

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Neodarwinismo ou Teoria Sintética da Evolução


"O neodarwinismo ou teoria sintética é a teoria atualmente aceite para explicar a evolução. A teoria emprega os conceitos de mutação, variedade genética, seleção natural e isolamento geográfico e reprodutivo, entre outros.
A mutação é uma alteração na seqüência de bases do DNA. Ela ocorre espontaneamente ou provocada por agentes ambientais. Somente as mutações que ocorrem nas células reprodutoras têm importância evolutiva.
As mutações geralmente são prejudiciais, mas as vantajosas espalham-se por seleção natural e contribuem para a adaptação do organismo e transformação da espécie. As mutações ocorrem ao acaso, isto é, o aparecimento de uma mutação não é influenciado pela vantagem que ela confere ao organismo.
A reprodução sexuada aumenta a variedade genética das populações, aumentando a velocidade do processo evolutivo e facilitando, a longo prazo, a adaptação da espécies a ambientes diferentes, aumentando também a resistência da espécie a parasitas.
A Seleção Natural impõe uma ordem ao processo evolutivo, previlegiando os indivíduos mais adaptados e eliminando os menos adaptados. Os indivíduos mais adaptados tendem a deixar descendentes capazes de atingir a época reprodutiva. Com isso, as espécies tornam-se mais adaptadas ao ambiente em que vivem.
As populações mantêm uma grande variedade genética, de forma estável. Isso produz uma gama de fenótipos diferentes _ poliformismo; entre seres da mesma espécie.
Algumas características, como força física e cauda vistosa, ajudam o individuo a conseguir um parceiro para a reprodução. O processo é chamado Seleção Sexual. "

Fonte: http://pt.shvoong.com/exact-sciences/biology/1895136-neodarwinismo/
http://pt.shvoong.com/exactsciences/biology/1895136neodarwinismo/#ixzz2Kmlb1rso

"Os anos compreendidos entre 1930 a 1940 caracterizaram-se por intensos debates acerca da evolução. É nesta altura que os investigadores combinam as ideias originais de Darwin com os dados que entretanto surgiram na Genética, na Paleontologia, na Biogeografia, na Embriologia e mais tarde na Etologia.

Os cientistas que mais contribuíram para o surgimento da Teoria Neodarwinista foram:
T. Dobzhansky e S. Wright – ambos geneticistas;
Ernest Mayr – biogeógrafo e taxonomista;
George Simpson – paleontologista;
G.L.Stebbins – botânico."

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Darwinismo - Seleção Natural

O Darwinismo é uma teoria evolucionista que visa explicar a evolução orgânica das espécies.
Charles Darwin elaborou esta teoria com base na observações registadas ao longo da sua viagem à volta do mundo a bordo do H.S.S. Beagle. Darwin afirmava que os organismos evoluíam devido à Seleção Natural que consiste na seleção dos indivíduos mais aptos.
Assim, a teoria da Seleção Natural afirma que:

  • Os indivíduos de uma espécie apresentam variações em todos os caracteres, não sendo, por isso, idênticos entre si;
  • Todos os organismos têm a capacidade de se reproduzirem, produzindo assim, muitos descendentes. No entanto, apenas alguns atingem a idade adulta;
  • O número de indivíduos de uma espécie é mais ou menos mantido ao longo das gerações;
  • Existe uma grande luta pela sobrevivência pois só os mais aptos (organismos com variações favoráveis às condições do ambiente) são selecionadas, sendo assim os sobreviventes;
  • São esses que têm maior probabilidade de deixar descendente. Como há transmissão dos caracteres de pais para filhos, estes apresentarão essas variações vantajosas;
  • Assim, ao longo das gerações, a seleção natural mantém ou melhora o grau de adaptação destes ao meio.

 

Cristiana Carvalho


Retirado de:
  • http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Seresvivos/Ciencias/bioselecaonatural2.php