quarta-feira, 24 de abril de 2013

Processos e materiais geológicos importantes em ambientes terrestres

Minerais e sua identificação

O que são minerais?

Os minerais são corpos sólidos com estrutura cristalina, naturais (não há intervenção humana),inorgânicos (excluem compostos de carbono,C, e hidrogénio,H) e com composição definida ou variável dentro de certos limites.
 

Propriedades utilizadas na identificação de minerais

As propriedades que permitem a identificação dos minerais agrupam-se em dois tipos: as físicas e as químicas.

Propriedades físicas dos minerais:
As propriedades físicas mais utilizadas na identificação dos minerais são as propriedades óticas - a cor, a risca e o brilho -, as propriedades mecânicas - a clivagem, a fratura e a dureza - e a densidade.


A cor é a característica mais evidente na observação dos minerais. A observação da cor dos minerais deve ser realizada à luz natural difusa e em superfícies de fratura recente. Relativamente a este item, os minerais podem ser:
 - Idiocromáticos, quando apresentam uma cor característica e própria em toda a sua superfície (ex.: magnetite, malaquite, galenite e pirite).
 - Alocromáticos, quando não apresentam uma cor constante (ex.. quartzo).

A risca ou traço corresponde à cor do mineral quando é reduzido a pó fino. Esta é uma característica importante na identificação dos minerais porque a risca mantém-se constante, mesmo que a cor do mineral varie. É facilmente determinada friccionando o mineral sobre uma placa de porcelana fosca.
Nos minerais idiocromáticos e nos metais nativos a cor da risca é igual à do mineral. Nos minerais alocromáticos de brilho vulgar a risca é branca ou quase branca. Nos minerais alocromáticos de brilho metálico, e que não sejam metais nativos, a risca é escura ou mesmo preta.

 
 

O brilho ou lustre é o modo como o mineral reflete a luz difusa, quando esta incide sobre uma superfície de fratura recente. Podem considerar-se três tipos de brilho:
 - o brilho metálico, em que a luz é refletida de modo semelhante ao dos metais polidos (ex.: galenite);
 - o brilho submetálico, semelhante ao brilho metálico, mas sensivelmente mais fraco (ex.. volframite);
 - o brilho não metálico ou vulgar.
 


A clivagem é a propriedade que o mineral tem de, quando sujeito a uma pancada, se dividir em lâminas ou poliedros limitados por superfícies planas bem definidas - superfícies de clivagem -, onde as ligações químicas dos cristais que formam o mineral são mais fracas. A clivagem pode ser perfeita, imperfeita ou inexistente.
 


A fratura corresponde à capacidade de o mineral quebrar em várias direções não coincidentes com os planos de clivagem, originando fragmentos com superfícies mais ou menos irregulares. Dadas as suas características, esta propriedade dos minerais revela que todas as ligações químicas são igualmente fortes. A fratura pode ser classificada em concoidal, escamosa, laminar, irregular, fibrosa ou terrosa.


A dureza consiste na resistência que o mineral oferece ao ser riscado por outro mineral ou por determinados objetos. A dureza de um mineral é avaliada em termos comparativos. Determina-se que um mineral é mais duro que outro quando, depois de pressionado, deixa um sulco no outro mineral.
A determinação da dureza de um mineral é feita recorrendo a escalas de dureza como a escala de Mohs.
 


A densidade de um mineral depende de vários fatores, como a sua composição química,  a pressão e a temperatura a que se formou. Para determinar a densidade de um mineral pode recorrer-se à balança de Jolly, que fornece a relação existente entre o peso de um determinado volume do mineral no ar e o peso de igual volume de água.
 



Propriedades químicas dos minerais:
Para a identificação dos minerais pode recorrer-se a alguns testes químicos, como, por exemplo, o teste do sabor salgado para identificar a halite, ou o teste da efervescência para identificar a calcite.
 

Formação de rochas sedimentares

 

 
A maior parte das rochas que recobre a crusta terrestre é de índole sedimentar. O processo de formação destas rochas é particular, conferindo às mesmas características que lhes atribuem uma importância acrescida na datação de formações geológicas e na reconstrução de paleoambientes.
A génese das rochas sedimentares implica duas etapas fundamentais:
- Sedimentogénese: elaboração dos materiais que as vão constituir até à sua deposição;
- Diagénese: evolução posterior dos sedimentos, conduzindo à formação de rochas consolidadas.
Sedimentogénese
A sedimentogénese engloba três etapas: a meteorização e erosão; o transporte; e a sedimentação (deposição).
Meterorização
À superfície da crosta terrestre afloram rochas que ficam expostas à acção de variados agentes, tais como a água, o vento, o ar, as mudanças de temperatura e os próprios seres vivos. Estes agentes, actuando sobre as rochas, provocam a sua alteração física e química, fenómeno que é designado por meteorização.
As rochas de um modo geral, expostas aos agentes da geodinâmica externa, experimentam, simultaneamente, dois tipos de transformações. Uma alteração química, designada por meteorização química, em que certos minerais dão lugar a outros mais estáveis em diferentes condições ambientais, e uma desagregação mecânica – meteorização física, que pode não estar necessariamente relacionada com a alteração mineralógica.
Meteorização Física
Provoca nas rochas uma desagregação em fragmentos de dimensões cada vez menores, mas que retêm as características do material original. Esta fragmentação aumenta a superfície exposta aos agentes de meteorização.
Agentes externos que podem actuar sobre as rochas e acelerar a sua fragmentação são, por exemplo:
- Efeito do Gelo (crioclastia): a água depositada nas fendas da rocha congela a baixas temperatura; o aumento de volume do gelo leva ao alargamento das fissuras;
- Acção mecânica da água e do vento: as águas de escorrência deslocam os sedimentos mais finos, formando colunas que ficam protegidas por detritos maiores. Essas colunas chamam-se chaminés-de-fada. Também a água e o vento transportam detritos que chocam com as rochas, acelerando o desgaste;
- Acção dos seres vivos: são exemplo as plantas, que alargam as fissuras das rochas com as suas raízes;
- Alívio de pressão (esfoliação): as rochas plutónicas são formadas em profundidade sob pressão. O alívio de material rochoso suprajancente leva à expansão da rocha, que fractura em camadas concêntricas.
- Termoclastia: as variações de temperatura conduzem a modificações no volume da rocha, fragilizando a sua estrutura;
- Haloclastia: os sais dissolvidos na água, que ocupa as fendas das rochas, vão precipitar. Os cristais formados aumentam as fissuras.
Meteorização Química
A maioria dos minerais gerados em profundidade torna-se instável nas condições superficiais. Esses minerais experimentam uma decomposição química traduzida pela alteração da estrutura interna, podendo verificar-se remoção ou introdução de elementos. Ocorrem processos complexos pelos quais se originam outros minerais mais estáveis:
- Hidrólise: leva à formação de novos minerais com desintegração do mineral original( ex.: feldspato dá lugar a minerais de argila);
- Dissolução: os minerais reagem com a água ou com um ácido e os seus iões dissolvem-se em solução (ex.: dissolução da halite).;
- Hidratação: combinação química dos minerais com a molécula de água, o que promove o aumento de volume do material (ex.: a limonite forma-se pela hidratação da hematite);
- Oxidação: ocorrem reacções de oxirredução nos minerais (ex.: aparecimento de ferrugem);
- Carbonatação: as águas acidificadas (resultantes, por exemplo, da interacção da água com o dióxido de carbono atmosférico) podem reagir com minerais, formando produtos solúveis. No caso em que o ácido carbónico reage com o carbonato de cálcio, são removidos, em solução, iões cálcio e iões hidrogenocarbonato.
Erosão
Após a meteorização, as partículas degradas vão ser removidas dos locais onde foram originadas pelos agentes erosivos, para depois sofrerem transporte.
Transporte
Corresponde à deslocação dos detritos, por diversos agentes de transporte, até ao local onde serão depositados. Consoante o agente (água, vento) que os transporta, os sedimentos deslocam-se por diferentes processos (suspensão, saltação, deslizamento, rolamento) e apresentam aspectos diferentes, quanto ao calibre, brilho, rolamento.
Se os sedimentos apresentarem todos aproximadamente o mesmo tamanho classificam-se como sedimentos bem calibrados. Caso contrário, classificam-se como sedimentos mal calibrados.
Quanto ao grau de arredondamento, se os sedimentos forem muito arredondados significa que foram transportados com grande energia. Caso contrário, se os sedimentos forem angulosos, significa que foram transportados por um agente transportador de pouca energia.
Se os sedimentos apresentarem um certo brilho, quer dizer que o agente transportador foi a água. Se se apresentarem baços, o agente transportador foi o vento.
Sedimentação
Verifica-se quando o agente transportador perde energia e os sedimentos se depositam. Pode ocorrer em ambientes terrestres, mas é mais importante e frequente em ambientes aquáticos. A sedimentação dá-se, em regra, segundo camadas sobrepostas, horizontais e paralelas. Às camadas originadas dá-se o nome de estratos, que quando se formam, comprimem as camadas inferiores. Às superfícies de separação de estratos dá-se o nome de juntas de estratificação. Cada estrato fica entre dois outros, sendo o de cima denominado por tecto e o de baixo, muro.
Existem também casos de estratificação entrecruzada, que revela uma variação na intensidade da força ou da direcção do agente transportador.
Diagénese
A diagénese é um conjunto de processos físico-químicos que ocorrem após a sedimentação e pelos quais os sedimentos se transformam em rochas sedimentares coesas.
- Compacção e desidratação: novas camadas vão-se sobrepondo a outras, durante a sedimentação, o que vai aumentar a pressão a que as camadas inferiores ficam sujeitas. Devido ao peso dos sedimentos que se sobrepõem, a água incluída nos interstícios dos materiais é expulsa, e as partículas ficam mais próximas, diminuindo o volume da rocha, que se torna mais compacta e mais densa.
 
 
Trabalho elaborado por: Cleide Moreira
 

 

 

sábado, 9 de março de 2013

Reinos de Vida


Reinos de Vida


Desde Aristóteles até meados do século XIX os biólogos dividiram os seres vivos em dois reinos: o Plantae e o Animalia.

     Assim, o reino Plantae abrange todos os seres vivos fotossintéticos, sem locomoção e sem ingestão, como fungos e bactérias. E o reino Animalia abrange todos os seres vivos não fotossintéticos que apresentam locomoção e obtêm os alimentos por ingestão, como é o caso de seres unicelulares e seres multicelulares.

Mas surgiram alguns problemas, como por exemplo, onde incluir um organismo como a euglena que é um ser fotossintético e movimenta-se e ainda o bolor do pão que não apresenta locomoção nem realiza a fotossíntese.

     Surgiu então um terceiro reino, o reino protista, que foi proposto por Hernest Haeckel. Neste reino incluíram-se os seres que nem eram incluídos no reino dos animais nem no das plantas.

     Com a descoberta do microscópio, foi possível visualizar as bactérias criando assim o reino Monera onde se incluíam todas as bactérias e seres unicelulares. Este reino foi introduzido por Herbert Copeland.

     Por fim, Whittaker propôs um sistema de classificação em cincos reinos, no qual os fungos passam a constituir um reino independente. Assim, passaram a existir o reino Monera, o Protista, o Fungi, o Plantae e o Animalia. Este sistema de classificação dos seres vivos é coerente com o registo fóssil e com os dados moleculares mais recentes.

     Whittaker baseou-se em três critérios:

Ä  Níveis de organização celular: estrutura celular procariótica e estrutura celular eucariótica.

Ä  Tipos de Nutrição: seres autotróficos, quimioautotróficos e heteroautotróficos. Obtenção do alimento por ingestão e absorção ou por fotossíntese.

Ä  Interações nos ecossistemas: podem ser produtores, macroconsumidores e microconsumidores.

Classificação de Whittaker
Os sistemas de classificação mais recentes agrupam os seres vivos em seis reinos e três domínios. Carl Woese, baseou-se nos critérios moleculares, essencialmente sequências nucleotídicas de RNA ribossómico e propôs que há fundamentalmente dois grupos distintos nos procariontes: as Arquebactérias e as Eubacterias.

     Os domínios são Bacteria, Archaea e Eukarya. Ao domínio Bacteria corresponde o reino Eubactéria, ao domínio Archaea corresponde o reino Archaebacteria e ao domínio Eukarya correspondem os reinos Protista, Fungi, Plantae e Animalia

*      Podes consultar ainda alguns destes artigos científicos, apresentamos-te aqui os links:

 




 

Bibliografia:

Silva, Amparo Dias da; Santos, Maria Ermelinda; Gramaxo, Fernanda; Mesquita, Almira Fernandes; Baldaia, Ludovina; Félix, José Mário (2012). Terra, Universo de Vida (1º edição). Porto Editora


Micaela Ferreira

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Neodarwinismo ou Teoria Sintética da Evolução


"O neodarwinismo ou teoria sintética é a teoria atualmente aceite para explicar a evolução. A teoria emprega os conceitos de mutação, variedade genética, seleção natural e isolamento geográfico e reprodutivo, entre outros.
A mutação é uma alteração na seqüência de bases do DNA. Ela ocorre espontaneamente ou provocada por agentes ambientais. Somente as mutações que ocorrem nas células reprodutoras têm importância evolutiva.
As mutações geralmente são prejudiciais, mas as vantajosas espalham-se por seleção natural e contribuem para a adaptação do organismo e transformação da espécie. As mutações ocorrem ao acaso, isto é, o aparecimento de uma mutação não é influenciado pela vantagem que ela confere ao organismo.
A reprodução sexuada aumenta a variedade genética das populações, aumentando a velocidade do processo evolutivo e facilitando, a longo prazo, a adaptação da espécies a ambientes diferentes, aumentando também a resistência da espécie a parasitas.
A Seleção Natural impõe uma ordem ao processo evolutivo, previlegiando os indivíduos mais adaptados e eliminando os menos adaptados. Os indivíduos mais adaptados tendem a deixar descendentes capazes de atingir a época reprodutiva. Com isso, as espécies tornam-se mais adaptadas ao ambiente em que vivem.
As populações mantêm uma grande variedade genética, de forma estável. Isso produz uma gama de fenótipos diferentes _ poliformismo; entre seres da mesma espécie.
Algumas características, como força física e cauda vistosa, ajudam o individuo a conseguir um parceiro para a reprodução. O processo é chamado Seleção Sexual. "

Fonte: http://pt.shvoong.com/exact-sciences/biology/1895136-neodarwinismo/
http://pt.shvoong.com/exactsciences/biology/1895136neodarwinismo/#ixzz2Kmlb1rso

"Os anos compreendidos entre 1930 a 1940 caracterizaram-se por intensos debates acerca da evolução. É nesta altura que os investigadores combinam as ideias originais de Darwin com os dados que entretanto surgiram na Genética, na Paleontologia, na Biogeografia, na Embriologia e mais tarde na Etologia.

Os cientistas que mais contribuíram para o surgimento da Teoria Neodarwinista foram:
T. Dobzhansky e S. Wright – ambos geneticistas;
Ernest Mayr – biogeógrafo e taxonomista;
George Simpson – paleontologista;
G.L.Stebbins – botânico."

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Darwinismo - Seleção Natural

O Darwinismo é uma teoria evolucionista que visa explicar a evolução orgânica das espécies.
Charles Darwin elaborou esta teoria com base na observações registadas ao longo da sua viagem à volta do mundo a bordo do H.S.S. Beagle. Darwin afirmava que os organismos evoluíam devido à Seleção Natural que consiste na seleção dos indivíduos mais aptos.
Assim, a teoria da Seleção Natural afirma que:

  • Os indivíduos de uma espécie apresentam variações em todos os caracteres, não sendo, por isso, idênticos entre si;
  • Todos os organismos têm a capacidade de se reproduzirem, produzindo assim, muitos descendentes. No entanto, apenas alguns atingem a idade adulta;
  • O número de indivíduos de uma espécie é mais ou menos mantido ao longo das gerações;
  • Existe uma grande luta pela sobrevivência pois só os mais aptos (organismos com variações favoráveis às condições do ambiente) são selecionadas, sendo assim os sobreviventes;
  • São esses que têm maior probabilidade de deixar descendente. Como há transmissão dos caracteres de pais para filhos, estes apresentarão essas variações vantajosas;
  • Assim, ao longo das gerações, a seleção natural mantém ou melhora o grau de adaptação destes ao meio.

 

Cristiana Carvalho


Retirado de:
  • http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Seresvivos/Ciencias/bioselecaonatural2.php


segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Lamarckismo




Lamarckismo

Esta teoria parte do principio que o ambiente condiciona a evolução dos seres vivos e leva ao aparecimento de carctrísticas que lhes permitem adptar-se as condições do ambiente em que vivem, esta adpatçao representa a necessidade que os seres vivos possuem de desenvolver caractristicas estruturais e funcionais que lhes permite sobreviver num determinado ambiente.
Isto leva-nos aos dois principios fundamentais desta teoria: a lei do uso e do desuso que defende que que se um orgão é muito utilizado tende a crescer e desenvolver-se ou se um orgão nao é utilizado atrofia e desaparece, e a lei da herança dos carateres adquiridos que defende que as modificações que ocorrem nos individuos ao longo do tempo são transmitidas à descendência, passando de geração em geração.







Antigamente as girafas tinham pescoços mais pequenos, mas a falta de alimento no solo fez com que estas necessitassem de esticar os pescoços para chegar as copas das árvores, fazendo com que este orgão se desenvolvesse.Assim, segundo Lamarck esta caractrística foi transmitida de geração em geração até originar as girafas que vemos hoje em dia.


Margarida Teixeira


Retirado de:  gracieteoliveira.pbworks.com
                      www.infoescola.com
                      www.algosobre.com.br

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Reprodução Sexuada


Reprodução Sexuada


A reprodução sexuada é um processo biológico comum a quase todos os seres vivos, em que os indivíduos das sucessivas gerações não apresentam uma uniformidade genética. Apresentam diferenças significativas devido aos fenómenos de fecundação e meiose.


Vantagens:

- Proporciona uma grande variabilidade de características na descendência;

- A diversidade de características permite às espécies não só maior capacidade de sobrevivência, caso haja mudanças ambientais, mas também proporciona evolução par novas espécies.


Desvantagens:

- Processo lento;

- Grande dispêndio de energia, quer na formação dos gâmetas quer nos processos que desencadeiam a fecundação.

Fecundação:

A fecundação corresponde à fusão de dois gâmetas, o gâmeta masculino e o gâmeta feminino. A célula resultante, o ovo ou zigoto, tem, cromossomas provenientes de cada um dos gâmetas, logo apresentam um de origem paterna e outro de origem materna. E cada um destes cromossomas designam-se cromossomas homólogos, que têm forma e estrutura semelhantes e são portadores de genes para os mesmos carateres.

As células cujos núcleos possuem cromossomas homólogos, designam-se de células diploides e representam-se por 2n.


Meiose:

A meiose é o processo de divisão nuclear através do qual, a partir de uma célula com núcleo diploide, se podem formar células com núcleo haploide.


As células resultantes deste tipo de divisão contêm apenas um cromossoma de cada par de cromossomas homólogos, designando-se células haploides e representam-se por n.
Mutações cromossómicas numéricas: anomalias em que há alteração do número de cromossomas. Podem ser:
          - Poliploidias (existe um ou mais conjuntos de cromossomas);
          - Aneuploidias (existem cromossomas a mais ou a menos em relação ao normal), podem ser: polissomias, monossomias e nulissomias.
Mutações cromossómicas estruturais: envolvem alterações no número ou no arranjo dos genes, mas mantém-se o número de cromossomas. São exemplos deste tipo de mutação a deleção, a duplicação, a inversão e a translocação.
As mutações são uma fonte importante de variabilidade genética, que permite a diversidade de organismos e a evolução das espécies.
Variabilidade genética:
Na reprodução sexuada, a meiose e fecundação asseguram a manutenção do número de cromossomas de uma espécie de geração em geração. E contribuem para a variabilidade genética entre os indivíduos da mesma espécie.
Da meiose, contribuem os fenómenos de crossing-over que ocorrem na prófase I, a separação dos cromossomas homólogos ao acaso na anáfase I e a separação ao acaso dos cromatídeos-irmãos na anáfase II.
Da fecundação, contribui a união dos gâmetas ao acaso e o número de possibilidades diferentes de combinações genéticas possíveis no ovo é igual ao produto das combinações genéticas possíveis nos dois gâmetas que se fundem.
Reprodução Sexuada nos animais:  
A autofecundação é a fecundação efetuada entre gâmetas produzidos pelo mesmo indivíduo, tratando-se de um hermafroditismo suficiente. Mas, na maior parte dos seres hermafroditas a fecundação ocorre entre espermatozoides e óvulos produzidos em indivíduos diferentes, tratando-se de um hermafroditismo insuficiente.
Nos animais onde ocorre o unissexualismo, a união dos gâmetas efetua-se de diversos modos, dependendo, quer da mobilidade dos animais quer do local (meio aquático ou meio terrestre) onde ocorre. Existem dois tipos de fecundação: fecundação externa e fecundação interna.
Fecundação externa: efetua-se em meio líquido e sucede na maioria das espécies aquáticas, ou em seres vivos que procuram a água para a reprodução. Machos e fêmeas lançam os seus gâmetas para o meio, onde os óvulos são fecundados pelos espermatozoides.
     Se indivíduos de espécies diferentes libertem na água, ao mesmo tempo e no mesmo local, os seus gâmetas, como é que a fecundação dos gâmetas ocorre apenas entre indivíduos da mesma espécie?
A fecundação dos gâmetas ocorre apenas entre indivíduos da mesma espécie, porque as membranas dos óvulos possuem moléculas específicas que apenas permitem a fecundação com espermatozoides de indivíduos da mesma espécie.
Fecundação interna: efetua-se no interior do organismo da fêmea. O macho deposita os espermatozoides no interior do sistema reprodutor da fêmea, onde ocorre a fecundação. Este tipo de reprodução acontece em seres terrestres pois os gâmetas não suportam a dessecação que se verifica no meio.
Na maioria das espécies, é o macho que, pelo seu comportamento, procura atrair a fêmea, realizando um complexo ritual, que constitui a parada nupcial e é a partir de este seu comportamento que asseguram a continuidade dos respetivos genes nas gerações futuras.
Estratégias desenvolvidas por diferentes animais com o objetivo de perpetuar os seus genes:



Mergulhão-de-crista
Faisão




Abetarda
Albatroz


Cegonha branca

Ave-do-Paraíso-Azul





Ave-do-Paraíso
Peixe de briga


Reprodução sexuada nas plantas:

Os órgãos reprodutores masculinos são os estames e os órgãos reprodutores femininos são os carpelos.
Nas anteras existem sacos polínicos, onde se formam os grãos de pólen. Nos carpelos, no interior dos ovários, encontram-se os óvulos.
Para que ocorra a reprodução é necessário que ocorra a polinização, ou seja, que haja transporte de grãos de pólen para os órgãos femininos da mesma flor – polinização direta-, ou para carpelos de flores diferentes mas da mesma planta – polinização indireta-, ou para os carpelos de flores pertencentes a outras plantas da mesma espécie – polinização cruzada. Este último tipo de polinização permite uma maior variabilidade genética dos indivíduos das novas gerações.
Os grãos de pólen que caem sobre os estigmas, germinam formando tubos polínicos. O tubo polínico, graças às substâncias nutritivas do estigma, cresce ao longo do estilete, penetrando no ovário. Aí, o tubo polínico penetra no óvulo e os gâmetas masculinos formados no tudo polínico e os gâmetas femininos contidos nos óvulos entram em contacto e conjugam-se.
A disseminação dos frutos e das sementes é essencial na propagação das plantas com flor. Essa dispersão pode ser efetuada por animais (zoófila), pelo vento (anemófila) ou pela água (hidrófila).
Ciclos de vida:
O ciclo de vida é a sequência de acontecimentos que se verificam na vida de um ser vivo, desde que se forma até que produz descendência.
Ciclo haplonte – espirogira:



No ciclo de vida da espirogira, quando se reproduz assexuadamente, ocorre fecundação e meiose, verificando- se alternâncias de fases nucleares, ou seja, existem entidades multicelulares haploides que alteram com entidades multicelulares diploides. Existe uma fase haploide, constituída por células haploides, e esta compreendida entre a meiose e a fecundação. E uma fase diploide constituída apenas pelo ovo de núcleo haploide. A espirogira é um organismo haplonte, pois a meiose efetua-se na divisão do núcleo do ovo, todo o ciclo decorre na fase haplonte, com a exceção do ovo que pertence à fase diploide. Neste ciclo a meiose é pós-zigótica.
Ciclo haplodiplonte – polipódio:


No ciclo de vida do polipódio, quando ocorre reprodução sexuada verifica-se alternância de fases nucleares, pois ocorre a fecundação e meiose. A fase nuclear mais desenvolvida é a fase diploide onde está contido o organismo adulto. A fase haploide, começa com o esporo, é diferenciada e inclui o protalo com vida independente da planta adulta. O polipódio é um ser haplodiplonte porque tem as duas fases bem desenvolvidas. Neste ciclo a meiose é pré-espórica e apresenta duas gerações a esporófita, que se inicia com o desenvolvimento do zigoto, o qual origina o esporófito que, por meiose, produz esporos haploides, e uma geração gametófita, que se inicia com a germinação dos esporos, origina o gametófito que, nos gametângios, produz gâmetas, os quais, por fecundação, originam o zigoto.
Ciclo diplonte - Homem:



O ciclo de vida dos mamíferos apresenta, alternância de fases nucleares, visto que ocorre fecundação e meiose. A fase mais desenvolvida é a fase diploide, que inclui os indivíduos adultos. A fase haploide está reduzida aos gâmetas, em cuja produção intervém a meiose. Os mamíferos são organismos diplontes, pois como a meiose ocorre quando se formam os gâmetas todo o ciclo de vida decorre na fase diploide e só os gâmetas pertencem à fase haploide.

Bibliografia:

Silva, Amparo Dias da; Santos, Maria Ermelinda; Gramaxo, Fernanda; Mesquita, Almira Fernandes; Baldaia, Ludovina; Félix, José Mário (2012). Terra, Universo de Vida (1º edição). Porto Editora
Micaela Ferreira